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O Signo de Pisces

 

01 - A poética linguagem astrológica diz que pisces dá aos seus protegidos as seguintes características: são profundamente emotivos, irradiando simpatia, mesmo quando rudes ou fracos; investigam com inquietude a origem psíquica da vida; são receptivos às mensagens elevadas e hospitaleiros desinteressados; são românticos, sonhadores e médiuns; sofrem e se amarguram quando ofendem ou prejudicam alguém; podem falhar na primeira investida ao ideal superior, mas corrigem a indecisão, às vezes com sacrifício da própria vida. Afora outros detalhes, que não enumeraremos devido à natureza restrita deste trabalho, já tereis compreendido que foram exatamente essas as virtudes que se revelaram, cada vez mais intensas e enérgicas, nos discípulos ardorosos de Jesus e em todos os seus sinceros seguidores. A efervescência crística, ateada pelo Divino Cordeiro de Deus, sob a vigorosa influência de Peixe, continua ainda a se manifestar em vossos dias, pois, à medida que a humanidade terrícola se desajusta no limiar do "fim dos tempos", os realmente devotados ao Cristo revelam mais fortemente a sua vivacidade e a ansiedade de servir e salvar o irmão desesperado! Os servos de Jesus, inquietos, contemplativos, ingênuos perante o mundo utilitarista do lucro provisório, afinam-se, também, em vigorosa conexão às próprias influências astrológicas derradeiras, do signo de Peixe, que fez a cobertura astrológica de todo o evento cristão, afirmando-se como uma insígnia zodiacal repleta da mais agradável tessitura magnética para a libertação do espírito do mundo material. Ao contrário do povo hebreu que, sob a férrea direção de Moisés, ainda não estava amadurecido para compreender a missão sacrificial do Cristo, sob a simbólica "arremetida" do signo de Áries, que inspirava todos os povos antigos a sê espalharem pelos territórios desconhecidos. Os cristãos, dominados pelo simbolismo sacrificial do signo de pisces (que perece apenas o tirem do seu "habitat") deixaram-se torturar e morrer pelo advento do Messias! A era do Cristo encerrou a da contradição pagã; sob a mensagem admirável do Suave Jesus, a ideia de um Deus Magnânimo descia à Terra, atenuando a discordância em torno de tantos deuses, que geravam os seus conflitos primeiramente nas regiões celestes, para depois se divertirem destruindo os seres com a inspiração para as guerras fratricidas! O Sol, pela precessão dos equinócios, derramava-se em fulgente claridade na constelação pisceriana, enquanto Jesus, refulgindo também junto às orlas dos lagos da Galiléia, punha-se em divino contato com os futuros "pescadores de homens". O signo de pisces estava previsto nos planos da Engenharia Sideral e também inspirou a suave denominação dada a Jesus, de "Pescador de Almas", constituindo, outrossim, a influência eletiva sobre os pescadores que se tornaram apóstolos do Senhor.

 

02 - Os astros, como já vos dissemos, predispõem, mas não dispõem. Os conceitos básicos da Astrologia devem ser considerados com melhor critério por todas as pessoas sensatas e dignas. Os astros apenas estabelecem campos magnéticos favoráveis ou desfavoráveis, que podem estimular ou reprimir as paixões humanas. A contínua expansão do espírito para maior área de consciência espiritual liberta-o, gradativamente, das influências magnéticas nefastas, porque extingue no homem o cortejo das paixões inferiores, que fazem dele verdadeiro "condensador" de vibrações astrológicas prejudiciais. As almas decididas, de vontade poderosa, realizam destinos superiores, mesmo sob a má influência dos astros, assim como o lírio, embora sob o influxo deletério do charco, se transforma em flor imaculada. O Sol, embora se baste por si mesmo e seja imune às influências exteriores, refulge mais no lago sereno e cristalino do que no pântano nauseante. Jesus, embora resplandecente (Ser Angélico), descido à forma humana, era justamente quem mais exigia campo vibratório favorável para o êxito integral de sua gloriosa missão. Cumprir-lhe aproveitar o melhor magnetismo terráqueo, porque a sua tarefa era a de fazer aflorar à superfície triste do vosso orbe um mais intenso e expansivo conteúdo de luz crística. Embora impermeável, por si mesmo, às influências astrológicas inferiores, o maior êxito de sua presença em vosso ambiente dependeria também de melhores emanações procedentes de astros benéficos e sob inspirada conjunção entre eles. Há que notar, também, que Jesus era um Missionário e não uma alma em aprendizado; sob tais condições, carecia ficar livre de qualquer influência coercitiva de sua missão, não se justificando que ficassem agravados os seus objetivos, que eram os da consolidação do Evangelho, através de uma vida sacrificial. Embora Francisco de Assis e Teresinha de Jesus fossem portadores de "auras angélicas", cremos que ambos seriam bem melhor sucedidos atuando messianicamente no ambiente sedativo de um templo religioso do que na atmosfera de um matadouro ou de sufocante presídio, cujo ambiente astral é confrangedor e repugnante! O campo magnético do vosso orbe, na efervescência das paixões humanas desregradas e onde ainda impera a desumanidade para com os animais, lembra aos sublimes mensageiros crísticos as atmosferas nauseantes das charqueadas, matadouros ou necrotérios!

 

03 - Lembramos, mais uma vez, que tais eventos obedecem a uma rigorosa sucessão de providências já previstas no "Grande Plano Cósmico", elaborado pelos Engenheiros Siderais, em tempo e circunstâncias inacessíveis aos vossos entendimentos. O campo magnético que compunha a tela astronômica do vosso orbe, sob a dosagem benéfica das auras de Saturno, Marte e Júpiter, acomodava-se vibratoriamente à natureza angélica de Jesus, em sintonia dinâmica com os eventos superiores que se ajustavam à sua gloriosa missão na Terra. Servindo-nos de exemplos rotineiros do vosso mundo, lembrar-vos-emos que os dias ensolarados vos predispõem para as realizações eufóricas, poéticas, e para os êxtases espirituais, enquanto que nos dias nublados, úmidos e tristes, a pena do poeta só produz composições melancólicas e de compungidas saudades. Na região glacial europeia não medra o santo ioga com a singela tanga de algodão, pois ele pede o sol ardente da Índia, a fim de inspirar-se nos mistérios da vida! No mundo da matéria, em que o Cristo planetário se manifestava em Jesus, só os estímulos sublimes favoreceriam maior afloração de luz interna à superfície do vosso orbe. A maravilhosa e raríssima conjunção de astros, que se produziu no regaço de suave magnetismo do signo de Peixe, transformou-se num incessante convite de inspiração à sublime contextura vibratória do Cristo, que se transfundia em Luz para a vossa salvação espiritual.

 

04 - O signo de Peixe, no plano sideral, foi apenas uma sequencia natural do ano astrológico, o "Grande Ano", que é dividido em doze ciclos, cada um de 2.160 anos, perfazendo o total de 25.920 anos do vosso calendário, em que se realiza o trajeto total do Sol em todas as casas zodiacais. Esse ano astrológico, de 25.920 anos terráqueos, era conhecido, desde tempos imemoriais, de todos os cientistas e sacerdotes lemurianos, atlantes, astecas, incas, semurianos, babilônios, caldeus, persas, egípcios e hindus, cujos estudos e tradições têm chegado até os vossos dias.

O nascimento de Jesus, como o sintetizador crístico de todos os seus precursores espirituais, que haviam atuado em vosso orbe, em obediência aos planos definitivos dos "Engenheiros Siderais", deveria ocorrer, exatamente, como de fato ocorreu, quando o mês astrológico de pisces comandava o magnetismo cósmico da abóbada da Terra. O inconfundível Instrutor Crístico, realizando a conexão do trabalho esparso e edificante de todos os seus antecessores disseminados por todas as latitudes geográficas do orbe, manifestou-se no momento exato e previsto nos planos remotos dos Legisladores Siderais do sistema. O signo de Peixe, portanto, era realmente o que melhor lhe favorecia a missão, em virtude de oferecer um campo magnético e astrológico mais apropriado à tradicional inquietação espiritual que favorecia o Cristianismo.

 

05 - O indescritível conhecimento cósmico dos Engenheiros Siderais é fruto de suas próprias experimentações já realizadas em outros planetas extintos, que faziam parte da infinita escadaria da evolução humana. Eles se orientam, segura e logicamente, para a confecção dos projetos edificativos dos novos mundos, assim como o exercício comprovado do professor escolar esclarece-o quanto às futuras lições que deverá expor aos novos alunos. A sabedoria ilimitada (inconcebível no vosso entendimento) permite aos Construtores Siderais prever com exatidão a figura de cada cortejo solar que se balouça no Espaço e ajustá-los todos, astronomicamente, aos eventos sociais e às necessidades espirituais das humanidades. Enquanto assinalais nos vossos compêndios científicos, os centros fixos, os eixos imaginários ou os necessários pontos de apoio, que atribuís aos sistemas solares e aos seus satélites. Os mentores siderais fixam essas sustentações em "pontos cósmicos", intermediários, que se produzem pelo cruzamento de forças magnéticas turbilhonantes. Nesses cruzamentos, em que se chocam poderosos campos magnéticos "altos" e "baixos", formando "centros" ou "rodas" exuberantes de energias provindas de todas as regiões estelares e denominados "chacras cósmicos", estabelecem-se as bases das sustentações constelatórias ou planetárias. Se vos fosse possível ter uma visão global do Cosmo, verificaríeis a existência de indescritível "rede de coordenadas", em cujas malhas ou pontos de intercessões, palpitam astros e sóis, planetas e mundículos, semelhantes a incontáveis punhados de lantejoulas refulgentes ou opacas, a comporem um fascinante e exótico bordado estendido na abóbada do Infinito! Assemelhando-se, outrossim, a maravilhoso tapete em que se desenham à superfície os mais soberbos matizes de cores radiativas, lembrar-vos-ia imensurável teia de aranha, cintilante de gotas gigantescas, que são os sóis policrômicos, no casamento de fluidos ondulantes! Ouviríeis excêntricas sinfonias à menor ondulação, como se invisível mão de fada as executasse, para beleza e encanto da vida sideral! A vossa ciência sabe que o vórtice magnético do vosso Sol, o seu "chacra constelatório", ou centro de forças de sustentação no turbilhonante cruzamento de correntes cósmicas, encontra-se suavemente deslocado do centro físico conhecido! Na realidade, cada astro ou sistema oscila suavemente em torno do seu "ponto magnético", produzindo a mais indescritível pulsação sinfônica em todo o Universo! A transitoriedade dos sistemas de mundos físicos, que são criados e dissolvidos em espaços de tempo fora do vosso alcance, é um assunto corriqueiro para os seus edificadores, os quais, devido à disciplina das leis imutáveis, podem prever, corretamente, todas as modificações e decorrências astrológicas no intercâmbio de todos os astros, em relação aos seus sistemas solares.

 

06 - O Cristianismo é uma sequencia, que se veio desenvolvendo progressivamente sob o signo de Peixe, que foi realmente o inspirador do título de "Pescador de Almas", atribuído a Jesus. Atualmente, o Sol ainda se encontra dentro do signo de Peixe, completando quase 2.160 anos, em vésperas de passar para Aquário, cujo signo é de extrema significação para os dois próximos milênios; um verdadeiro consolidador das fermentações espirituais que se forjaram como essência fundamental do Cristianismo nascente no vosso orbe. Na pitoresca linguagem astrológica, Aquário, na técnica dos astros, preside aos seus tutelados e lhes desenvolve o senso para as artes, a elevação espiritual constante, a firmeza em suas sublimes afeições e a perseverança, no amor altruísta, por excelência; desenvolve, outrossim, o caráter decidido, persistente e sumamente paciente; o gosto pronunciado pelo conhecimento extra-físico e grande capacidade de apreensão mental do conjunto. Essas qualidades inspiradas por Aquário, e que já se revelam fortemente em criaturas em vias de completa cristificação, serão as características do governo filósofo, científico, religioso e social do terceiro milênio, como remates e complementos que são das admiráveis virtudes desenvolvidas pelo signo de pisces, o grande inspirador do Cristianismo. A igreja ainda conserva nas mitras dos seus bispos a forma exata de uma cabeça de peixe: o Papa ostenta o sagrado e tradicional anel que simboliza o "Grande Pescador de Almas". O costume, simpático à igreja, de se comer carne de peixes na quaresma, em lugar de carne de vaca (relação com o signo de Taurus) também comprova a influência do signo de peixe no terreno religioso. O próprio Jesus aconselhou aos apóstolos que lançassem as redes ao mar, para colheita de peixes; mas nunca soubemos que ele houvesse partido pedaços de carne e os distribuísse aos apóstolos, em sua última ceia... Enquanto o paganismo hebraico, egípcio e oriental adorava fanaticamente o Bezerro de Ouro, o Boi Ápis ou a Serpente Sagrada, sob signos violentos, os cristãos consideravam a figura do pisces como símbolo da pureza genética, do trabalho incessante e ativo, movendo-se dentro do oceano (o reino da água), fonte principal da vida e da qual "o  homem terá que renascer", na linguagem de Jesus! É por isso que a igreja, ainda no vosso tempo, serve-se da água e do sal (símbolos do oceano), no cerimonial do batismo.

 

07 - A lei de correspondência vibratória, da qual ainda não podeis ajuizar, cria o mesmo estilo vibratório e estabelece a mesma correlação tanto nas manifestações da vida física como nas da vida espiritual. Há sempre perfeita correlação entre a influência astrológica de uma época e as modificações físicas, morais, sociais ou econômicas, que se sincronizam, também, por ocasião da presença excepcional de instrutores siderais e da composição de novas doutrinas. A natureza da missão de Jesus, com seu colégio apostólico composto de pescadores, ajusta-se perfeitamente, quer espiritual, quer fisicamente, à índole mística, inquieta e dinâmica que a linguagem astrológica atribui ao signo de Peixe. As características atuantes no movimento do Cristianismo quer quanto aos esforços apostólicos, quer quanto à sua natureza doutrinária mística, sempre se relacionaram admiravelmente com o modo de vida dos peixes. O pisces não é um símbolo relacionado com o advento cristão, através de coincidências discutíveis ou de fortuitos ajustes aos ascendentes astrológicos do signo de Peixe. Esse signo imprimiu o seu cunho psicológico em todos os valores decisivos do Cristianismo e marcou, com a sua figura dinâmica e excêntrica, todos os instantes de suma importância na movimentação nazarênica. Os discípulos de Jesus, em geral, foram pescadores, e a sua senha secreta, nas horas difíceis, constituía-se de um peixe, ou de dois peixes entrelaçados, conforme podereis ainda observar nos sinais gravados nas enegrecidas paredes das catacumbas de Roma. O pisces está continuamente relacionado com os atos de Jesus. Nos relatos bíblicos do Novo Testamento, multiplicam-se as provas da particular preferência do Mestre por esse símbolo: Aproximando-se de Pedro, Jesus mandou-o lançar ao mar as redes, que voltaram repletas de peixes; um dos seus simbólicos milagres foi o da multiplicação de peixes; o seu divino convite para o trabalho evangélico se fez primeiramente entre os pescadores, nas zonas ribeirinhas dos lagos, ou junto aos mares, sempre fartos de peixes. Pousando o manso olhar sobre Pedro, Jesus lhe disse textualmente: "Pedro; de agora em diante, serás um pescador de homens". De outra feita, aludindo a André e Pedro, disse-lhes: "Eu voz farei pescadores de homens". A tradição conta que o Divino Rabi enriquecia os seus ensinos e demonstrava o gosto pelo "reino dos peixes", caminhando sobre as águas e acalmando a fúria dos mares. Francisco de Assis (talvez por ser um íntegro seguidor do Mestre), como que reverenciando a insígnia de Peixe, tinha por hábito fazer longas palestras para os peixes que, no dizer da lenda religiosa, ouviam-no com fascínio.

 

08 - Tornar-se-ia extenso dar-vos minuciosas explicações sobre aquilo que se ajusta hermeticamente à figura material do peixe, em relação ao seu signo astrológico e à sua comprovada influência no evento cristão. Podereis notar, na configuração "psicofísica" do peixe, admiráveis simbolismos herméticos, de mística profundeza espiritual, que se identificam com a maioria dos propósitos crísticos. Notai: O seu modo de procriar, independente de contacto direto entre macho e fêmea, lembra o esforço dos primeiros cristãos, inclusive Paulo, no sentido de pouparem as forças sexuais para melhor alcançar a Aura do Cristo. A atividade contínua e a insistência com que o pisciano busca maior amplidão para os seus movimentos, assemelha-se à ansiedade e à excitação psíquica que os primeiros cristãos revelavam no seu misticismo, à procura da Verdade, no Infinito Oceano de Deus. Igualmente, o magnetismo dinâmico do signo de Peixe, interpenetrando os veículos "extracorpóreos" dos convertidos a Jesus, movimentava-os incessantemente e os impelia para esse Oceano Divino, onde há fartura da "água da vida", de que falou Jesus! Os movimentos lépidos dos peixes, no seu mundo aquático, lembram as atividades do homem submetido às contingências da vida na matéria que, no dizer de Jesus e dos escritores bíblicos, é a água, da qual o espírito renasce para novas encarnações. Essas contingências da vida, influenciadas pelos ascendentes astrológicos de seus signos, conduzem o homem à conquista espiritual no meio em que vive, despertando-lhe o desejo de aperfeiçoamento e a disposição para a escolha de um ideal mais alevantado. A capacidade de sacrifício pelo ideal escolhido, que é um dos mais fortes ascendentes dos piscerianos, foi demonstrada pelos adeptos de Jesus, por ocasião das torturas nos circos romanos e nas execuções isoladas, como a de Pedro, a de Paulo e a de Tiago. Os cristãos remanescentes não deixaram que se extinguisse aquela sua proverbial movimentação espiritual, preferindo um contínuo estado militante, dinâmico, perigoso à integridade física (que faz parte das virtudes de pisces) a abjurarem a doutrina, em troca de uma sobrevivência inglória. Tocados por estranho magnetismo que se fundia na sublimidade da Aura do Cristo, aquelas criaturas simples materializaram, na Terra, as indiscutíveis características astrológicas do signo de Peixe!