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As Influências Astrológica

 

A Legitima astrologia

 

01 - Embora a astrologia não seja levada a sério, pelo academismo desse mundo, inúmeras descobertas e acontecimentos, tanto nas esferas científicas e econômicas quanto no terreno social, provocando excitações bélicas na coletividade, podem ser influenciados pelos astros. Quando de sua regência vigorosa no século XIX. Saturno é considerado astrologicamente um planeta que favorece as ciências positivas, Saturno influiu para um extraordinário recrudescimento de conquistas no campo da Química e da Mecânica, quando se desenvolveram acentuadamente os mercados de produtos químicos, de instrumentos agrários e de maquinaria, de toda espécie. É certo que, posteriormente, continuaram a progredir e aumentar tais mercados, embora Saturno tivesse afastado em sua influência astrológica. No entanto, é indiscutível que em sua ascendência astrológica sobre o vosso orbe (planeta) é que ocorreu o grande desenvolvimento das ciências que ele protege e desenvolve. Os astrólogos criteriosos, que quiserem dar-se a um pouco de trabalho, poderão provar-vos que as pesquisas e os êxitos no campo atômico, com a utilização do urânio e da composição do plutônio, realizaram-se justamente na época de influência dos Planetas Urano e Plutão, mesmo que por "coincidência"... Embora não sejam ainda perfeitamente exatas as correlações astrológicas da "aura astral" de Plutão, descoberto há pouco tempo, os Espíritos desencarnados, tem constatado que o plutônio, na realidade, é elemento basicamente vibratório na astralidade do planeta que lhe deu o nome.

 

02 - Examinai a tradição astrológica e verificareis que a Astrologia sempre foi considerada uma ciência. Só depois da Idade Média transformou-se num postulado de crendices, quando o clero se apoderou de suas bases científicas e deixou-as misturarem-se com as lendas miraculosas que impregnavam as fórmulas das religiões em crescimento. Muitos astrônomos, cujos nomes ainda consagrais nos vossos compêndios científicos, devem seus grandes conhecimentos aos estudos astrológicos que efetuaram nos restos das civilizações extintas dos caldeus, astecas, incas e, principalmente, da velha Atlântida. O próprio Kepler, que estabeleceu respeitáveis princípios na Astronomia, era particularmente devotado à Astrologia. Como a evolução humana é cíclica e em forma de espiral, fazendo a humanidade retornar sempre aos mesmos pontos já percorridos, embora abrangendo-os de planos cada vez mais altos, aproxima-se o momento do retorno cíclico em que os cientistas verificarão a lógica e a sensatez da Astrologia. As suas leis, desconhecidas ou ridicularizadas, descobrirão em breve a beleza que se oculta nessa manifestação do pensamento criador de Deus, através do magnetismo cósmico que existe entre os astros! A Astrologia pode ser considerada, sem receios, o espírito da Astronomia; é o excesso de materialidade do homem do século XX que o distancia das leis espirituais cármicas que se situam na esfera astrológica. Assim como há ritmos zodiacais que disciplinam os elétrons em suas órbitas no seio do átomo, também existem os seus equivalentes que orientam os cursos dos astros no seio do Cosmo. Os sábios da antiguidade eram profundamente conhecedores destas assertivas, apesar de não possuírem instrumentação necessária para conduzi-los às ilações científicas dos modernos aparelhos de laboratórios. E já naquele tempo afirmavam que, "como é o microcosmo, assim é o macrocosmo", ou, então: "aquilo que está em cima também está em baixo". No futuro, só a Astrologia, respeitosamente estudada pelos astrólogos científicos, poderá explicar, positivamente, o que se dá desde o carma de um elétron em torno do núcleo atômico até o de uma constelação estelar; desde o impulso regressivamente contínuo, que há no seio de um simples mineral, até à coordenação "psicofísica" que conduz uma nação a constituir a humanidade angélica. O astrólogo, mesmo que não o considereis como um cientista, na acepção do termo oficial do academismo do vosso mundo, é um hipersensível, que capta o fenômeno em sua feição original e sabe quando se modifica o ritmo comum das sequencias familiares. Assemelha se ao maestro, cujo ouvido afinadíssimo é capaz de perceber se um músico desafina numa semifusa da partitura musical! Qualquer acontecimento no vosso mundo, mesmo a materialização de um elétron na órbita atômica, deve primeiramente ser pensado na Mente Divina! A Astronomia pode catalogar o fenômeno quando já se projeta no campo consciencial da esfera científica, mas só a Astrologia é capaz de vislumbrar o acontecimento na fase de sua ideação. Os astrônomos terrícolas podem prever os caminhos e o tempo percorrido pelos orbes na abóbada celeste, mas a Astrologia assinala o espírito de vida que traça e determina esses objetivos. Não tarda o dia em que os velhos astrólogos do passado chamado de ingênuos visionários e de ledores de estrelas, serão recolocados na justa consideração que para nós sempre lhes foi devida; não apenas como profetas da ciência, que veem e reveem o fenômeno, porém como o sábio que, além disso, sabe de onde ele provém.

 

03 - A costumeira e tradicional negação da ciência positiva em relação a postulados desconhecidos ou a revelações ainda prematuras é que tem impedido chegardes ao conhecimento científico que já podíeis ter da Astrologia. Essa sistemática negação constitui uma verdadeira "pré-anulação" do desejo de acertar, e cria a própria decepção científica; é uma procura "indesejada", uma pesquisa dirigida pela ideia fixa de se negar o resultado a que se pode chegar. Os sábios terrenos, que se tornam eufóricos com a descoberta das emanações ódicas, ou com a aferição das ondas ultra-microcurtas cerebrais, esquecem de que Mesmer, embora considerado charlatão, já havia descoberto essas energias muitos antes deles, e sem possuir aparelhamento científico. O genial sábio "sentiu", em suas percepções supranormais, muito antes que vós, aquilo que a vossa ciência, chamada positiva e lógica, só conseguiu descobrir com o auxílio de instrumentação aperfeiçoada! Os astrólogos também "sentem", intuitivamente, os fenômenos astrológicos, ao passo que a ciência só os pode apreciar tardiamente, com aparelhamento apropriado. Não vemos possibilidade de comprovardes afirmações astrológicas, aferindo-as pela instrumentação científica da Terra, enquanto os cientistas, paradoxalmente, agirem anticientificamente, isto é, pretendendo a solução perfeita antes da pesquisa.  

 

04 - Não nos estamos referindo à indústria de horóscopos ou à "buena dicha" com indicação dos dias felizes para os bons negócios, em que a posição conjuncional ou estratégica dos astros possa desenvolver, no psiquismo do ocioso ou do utilitarista, as forças para que possa competir com a manha da raposa... Isso não é da esfera da astrologia! Não nos estamos referindo a atuações astrológicas que possam penetrar nos escaninhos complicados na alma e levar-lhe recursos inesperados que devam anular o esforço próprio! Aludimos, sim, ao imenso sopro de energias astrais que se escoam dos orbes (Astros), na forma de poderosas correntes de vida-magnética e se intercambiam na pulsação de suas almas vitais. É óbvio que, se quiserdes resolver os vossos destinos regulando-os conforme a posição dos astros nos dias do vosso nascimento sereis candidatos a inúmeras decepções na jornada humana. Embora as coletividades humanas se situem carmicamente sob vigorosas influências astrológicas, há que não esquecer o conceito sensato da astrologia: "os astros dispõem, mas não impõem". Apesar disso, não podeis extinguir a poderosa corrente de forças vitais, que flui de orbe para orbe, que incorpora ou se adelgaça, expandindo-se ou reduzindo-se conforme a influência de outros planetas, aquém ou além de vossa morada planetária. Se pudésseis vislumbrar no "éter-cósmico" o panorama de um sistema de planetas em torno de um Sol, ficaríeis surpreendidos ante a reciprocidade assombrosa dos poderosos rios de energias que se formam e se despejam, de astro para astro, na forma de canais fulgurantes de magnetismo cósmico, e que são registrados pela Astrologia. A ciência astronômica anota-lhes a existência no tipo de "energia gravitacional", mas a Astrologia "sente" a sua força na forma de energismo "astro-etéreo". Na sua modesta peregrinação em torno do Sol, a Terra tanto pode beneficiar-se com um banho de fluidos benéficos que a envolverão de bom magnetismo astrológico, como pode receber rajadas de forças opressivas, que lhe invadam os reinos da crosta, excitem coletividades, despertem instintos e alimentem vontades destruidoras. Quando tal se dá, o reino mineral trepida enérgico, num protesto radiativo; os vegetais concentram-se, alertas, como a sensitiva sob o toque humano; os animais se inquietam, as aves voam, auscultando em torno; os seres não escondem a sua irritação ou desassossego. Indubitavelmente, podeis notar esses acontecimentos e atribuí-los a fatores de ordem puramente científica, desprezando estas noções astrológicas; mas, na realidade, é que conheceis o efeito apenas, e não a causa! Nos mundos mais evoluídos que a Terra, a Astrologia é ciência benquista e respeitada e, nos milênios vindouros, ser-vos-á de grande valia. Assim como a existência do ladrão e do criminoso não invalida a existência de caráter no resto da humanidade, também a existência de maus astrólogos não invalida os fundamentos sensatos da Astrologia. O deparardes com o monturo que fertiliza o roseiral não vos induz à destruição da rosa que perfuma o jardim, e o tijolo deformado não vos leva a exigir a demolição do edifício!

 

05 - As leis que regulam os intercâmbios astrológicos também são eternamente as mesmas; resta, no entanto, que as descubrais no positivismo do vosso aparelhamento científico, assim como já tendes descoberto as leis de vossas combinações químicas. Palissy fatigou-se tremendamente para encontrar a fórmula que lhe desse porcelana; Ptolomeu construiu o seu sistema geocêntrico sobre bases consideradas científicas, mas isso não impediu que Copérnico, sobre as mesmas bases, formulasse o sistema heliocêntrico. É natural que o encontro das leis que regem cada descoberta ou invento exija pesquisas exaustivas, cálculos e experimentações contínuas. A Astrologia, como ciência de alto valor, requer também que os vossos cientistas a estudem com critério e ânimo. Há que relevar-lhes as primeiras decepções na pesquisa dos seus princípios científicos disciplinadores das relações delicadíssimas entre os campos imponderáveis dos astros, no seio do Cosmo. A dificuldade nas experimentações tanto é evidente na Astrologia quanto o foi em qualquer outro setor da ciência cujas leis foram depois comprovadas ou compreendidas. A velha Alquimia, tão ridicularizada, escondia também respeitáveis fundamentos científicos, apesar do seu exagerado ritual e simbolismo do passado. Desde que a ciência oficial encare cientificamente os fenômenos astrológicos, procurando-lhes as causas verdadeiras - não opomos dúvida! - havereis de comprovar em breve, em qualquer latitude ou longitude do vosso orbe, as mesmas experimentações ou suposições astrológicas!

 

06 - Lembramos-vos a influência da Lua sobre a Terra, com o seu magnetismo que vos envolve todos os dias. A ciência oficial só reconhece tal influência quando se trata da ação exclusiva e fenomênica do magnetismo gravitacional, e isso mesmo quando atestada pela instrumentação astrofísica. No entanto, a Lua exerce com intensa profundidade, na Terra, uma poderosa ação "astro-etérea", que só é conhecida dos astrólogos. A ciência médica, por exemplo, ignora que inúmeros diagnósticos clínicos são enganosos devido à ação inoportuna da astralidade lunar do momento, sobre os famigerados "humores", de que falava. A medicina antiga. O desprezo a essa influência é grandemente responsável pelo mau resultado da colheita de material destinado aos exames bacteriológicos, parasitológicos, ou de pesquisas luéticas, que dependam, essencialmente, de positivação ou negação da existência dos germes patogênicos. As coletividades microbianas aumentam ou se nulificam sob a ação "astro-etérea" da Lua, no corpo humano. É prova disso a enorme contradição entre iguais exames de laboratório que, em poucas horas, ora se apresentam "positivos", ora "negativos", sem que esta anomalia possa ser perfeitamente explicada. Como a vida microbiana constitui uma fauna invisível aos sentidos comuns, com vida mais intensa na região "astro-etérea", que é o seu clima eletivo, é justamente esse campo microgênico o que mais sofre influência sob as variações "astro etéreas" da Lua. Reparai que inúmeras crises de enfermidades, tais como o tifo, repetem-se de sete em sete dias, e isso porque estão debaixo da influência setenária (sete) das fases lunares. A brucelose pode ser conhecida, em suas duvidosas manifestações mórbidas, através da perícia astrológica do "clímax" lunar, que se registra no espaço de determinadas horas. As superexcitações dos lunáticos obedecem às influências periódicas da Lua; os vermífugos tóxicos, quando administrados em discordância com o "minguante", podem produzir terríveis efeitos no quimismo hormonal e nos vermes exacerbados pelo "crescente". O resultado de inúmeras operações cirúrgicas que podem produzir hemorragias graves ou choques operatórios gravíssimos, assim como certos casos de septicemia aguda, que exijam o bisturi pode depender grandemente, da excitação ou da letargia defensiva dos microrganismos, sob a influência da Lua. Quantas vezes o cirurgião exímio, dolorosamente surpreso, vê o seu paciente sucumbir ante inofensiva amigdalite, ao passo que dias antes havia resolvido satisfatoriamente terrível oclusão intestinal! O "eterismo-vital", que ampara o sistema nervoso e disciplina o metabolismo endócrino do paciente, pode oprimir ou dilatar os seus vasos sanguíneos além da expectativa, se ele for operado sob péssimas condições lunares; pode, outrossim, anular o efeito dos hemostáticos e dos antibióticos preventivos ou perturbar a distribuição correta da linfa, assim como acelerar a força dos agentes alérgenos, conduzindo o fígado à anemia insolúvel. Os velhos cirurgiões costumam afirmar que há dias "favoráveis", nos hospitais, durante os quais tudo sucede bem: as operações se realizam sem acidentes e os enfermos manifestam reações benéficas; no entanto - dizem eles - nos chamados dias "azarados" o hospital se transforma em ambiente aflitivo, em que até insignificantes intervenções acarretam crises perigosas. O cientista do século XX ainda trabalha sobrecarregado de energias adversas, que atuam no seu campo "neuropsíquico", dando lugar a que a sua dedicação, experiência e talento possam falhar sob imprevistos inimagináveis. A natureza humana é um organismo basicamente relacionado com as energias lunares, as quais se vieram disciplinando, milênio por milênio, até se ajustarem hermeticamente ao biologismo terráqueo. No íntimo do corpo físico, acomodam-se ou exacerbam-se essas forças, atendendo à atração ou repulsão que a aura da Lua exerce sobre o vosso mundo. Assim como as manchas solares são responsáveis por inúmeros fenômenos magnéticos, que alteram os campos eletrônicos da instrumentação sensível, de precisão, o psiquismo sofre também, intensamente, os efeitos produzidos pelo astral da Lua. Se cientistas ousados tivessem afirmado, há dois séculos, que as bombas poderiam produzir efeitos meses depois de suas explosões, seriam naturalmente tachados de loucos, porque as leis conhecidas, de explosão pela pólvora, não autorizavam que se pensasse em descobertas do emprego mortífero da energia atômica; no entanto, a ciência terrícola pôde comprovar  atualmente o efeito retardado das radiações atômicas, que ainda se estendem como lençóis agressivos, alguns anos após a detonação de bombas. Na época de sua predição, esse assunto seria considerado insensato.

 

07 - A Lua, em sua essência extrafísica, influi no vosso mundo, tanto na gestação humana como na poda das árvores, na postura de ovos, no período catamenial da mulher, no desenvolvimento das sementes no seio da terra, nas comoções subterrâneas das águas, na formação dos ninhos, nas migrações dos pássaros, na reprodução e acasalamento das espécies, no enxerto das árvores, nos períodos de letargia ou de dinamismo magnético da Terra! Comanda tanto as vagas e as marés dos oceanos como, também, o fluxo sanguíneo ou linfático, os estímulos nervosos ou o metabolismo endócrino. A sua força dirige a energia da planta para o alto, no "crescente", e desenvolve as suas folhas ou ramos; mas oprime-a no "minguante", para que a terra desenvolva os legumes nutritivos, pela condensação da seiva nas raízes. Atua fortemente nos "moldes etéricos" de todas as coisas, fortificando-os ou debilitando-os conforme as necessidades do metabolismo das energias físicas. Os lunáticos se sentem mal na Lua Cheia e os parasitas se acomodam no minguante; as Luas de setembro, com suas trovoadas, dão causa a longos períodos chuvosos, que enervam os seres humanos; as secas terríveis são prenunciadas pelos halos afogueados que circundam a Lua! No futuro, havereis de perceber que é em obediência à hora astrológica favoráve1 da Lua, que os peixes desovam e o débil filhote de ave se lança para fora do ninho!

 

08 - Se colocardes em um extremo a influência astronômica e no outro a astrológica, ser-vos-á dificílimo distinguir qual das duas forças age com mais vigor, na hora de sua atuação. Embora fugindo à cartomancia e aos horóscopos dos "dias felizes", há perfeita identificação entre as coisas e os seres que nascem sob absoluta influência astrológica da Lua. Ambos podem assemelhar-se, tanto no psiquismo, nas características físicas, como nas conjeturas astrais do satélite da Terra. As criaturas "astrologicamente lunares" são de cútis branca, pálida, carne flácida, vivendo imersas em sonhos e visões; são místicas e proféticas, conhecidas como indivíduos que "vivem no mundo da lua". Os seus estados psíquicos e psicológicos coincidem, perfeitamente, com a natureza poética, física, magnética e fundamentalmente astrológica da Lua. As plantas lunares são de aparência bizarra, predominando nelas a cor branca; são pouco atrativas, isentas de cheiro, lembrando o exotismo de um "sabor de luar". Predominam entre elas as leitosas, frias, antiafrodisíacas, de folhas grandes, ovaladas ou redondas, como a couve, a alface, o repolho, e algumas recordam o suave hipnotismo das noites enluaradas; são narcóticas e produzem o sono letárgico, como a papoula branca - que fornece o ópio ou a heroína - a alface, que é aconselhada como medicamento contra a insônia, o sândalo branco, docemente hipnótico ou o heléboro branco, que causa a melancolia. Há as que lembram as características e a cor da própria face da Lua voltada para a Terra, como o lírio, a açucena, as pétalas da margarida e a rosa branca. Os frutos mesmos, nascidos sob influência da Lua, revelam aqueles característicos de insipidez de que tratamos há pouco, como o pepino e a abóbora. No terreno patológico, é ainda mais intensa a ação do astral lunar. Os astrólogos estudiosos poderão anotar a recrudescência das crises das tuberculoses, ou de moléstias tropicais, que se registram justamente nos chamados horários astrológicos descendentes. A epilepsia, enfermidade que ainda desafia a terapêutica médica, era curada pelos caldeus, na antiguidade, com o emprego do trevo e suas flores, planta lunar que era colhida em hora favorável porque, sujeita à influência da Lua, atendia com êxito à maioria dos casos de "epilepsia lunática". Até os "médiuns" de fenômenos físicos que, na fase de eclosão da mediunidade, oferecem por vezes quadros mórbidos exatamente ao nível dos ataques de epilepsia são fortemente atuados pelo fluido lunar, que é um dos responsáveis pela integridade astral da substância ectoplásmica exsudada pelo sistema nervoso do ser humano! A asma, enfermidade pronunciadamente de origem astral, proveniente de excessiva intoxicação psíquica acumulada em várias reencarnações, agrava-se conforme a influência boa ou má do astral da Lua que, neste último caso, oprime fortemente o calibre dos brônquios do asmático. Os magos antigos curavam essa moléstia servindo-se da semente da beldroega, pilada com mel, porque era planta lunar astrológica capaz de dilatar os alvéolos bronquiais. Os germes lácticos, formadores do leite materno, deixam a mãezinha sem leite, quando se tornam letárgicos devido à influência coercitiva da Lua; no entanto, os antigos conseguiam despertar esses germes para as suas funções dinâmicas fazendo uso da alface colhida antes do nascimento do Sol e em boa atuação lunar. Evitava-se, assim, que o magnetismo da Lua, depositado nas folhas da alface e dosado na intimidade da planta, fosse dissolvido pela força solar. As sementes da couve, planta lunar, recolhidas astrologicamente, produziam ação vermífuga nos parasitas agitados pelo "crescente"; as folhas (ou o suco extraído das mesmas) aliviavam a furunculose periódica e agravada pelo astral da Lua. Há um tipo de febre que muito se confunde com a brucelose conhecida na índia como "doença prateada" cuja irregularidade termogênica produz crises em perfeita sincronia com as atuações do vosso satélite. Antigamente, os sábios resolviam a desobstrução da vesícula e eliminavam a estase biliar com a ação mais "físio-radioativa" do sal da planta margarida, que deveria ser colhida, especificamente, em "bom aspecto lunar". A violeta amarela, cuja decocção é rica de "seiva-lunatizada", quando colhida de madrugada, curava instantaneamente os perigosos acessos de "aploplexia-lunática". Associando a ideia comum de "fluxos magnéticos", peculiares à claridade da Lua, com a. sua ação nos fluxos e refluxos das marés, todos os fluxos leucorréicos, blenorrágicos ou catamênicos, entre os atlantes, eram curados com a planta denominada "nenúfar", conhecida entre vós, cientificamente, como fazendo parte da família das Ninfeáceas ou, popularmente, "bandeja-d'água", vegetal este que é um dos mais poderosos catalisadores de fluxo lunar no plano astral da Terra.

 

09 - Bem sabeis que as plantas são poderosos condensadores vegetais, que sugam e absorvem as mais variadas energias do meio ambiente, desde as radiações do Sol até o magnetismo da Lua, ou seja, dia e noite. Assim como as plantas solarianas devem ser colhidas, de preferência, nas horas em que elas se encontram mais impregnadas de magnetismo do Sol, as plantas lunares pedem providência contrária, ou seja, a colheita quando estão fundamentalmente fartas do magnetismo lunar. A colheita antes de o Sol nascer tem sua razão no fato de que o astro-rei é um poderoso dissolvente do magnetismo e das influências noturnas, o que deve ser evitado por aqueles que desejam servir-se da maior quantidade de magnetismo da Lua, depositado na planta durante a noite. As plantas conhecidas como lunares são vigorosos condensadores ou transformadores, porque dão melhor agasalho ao fluido que captam e absorvem. Quando devem ser empregadas na cura de enfermidades que se casam com as más influências da Lua, essas plantas precisam ser portadoras de um poder dissolvente, atômico, no campo magnético, capaz de dispersar o "quantum" maléfico projetado pelo próprio astro. Esta terapêutica recorda perfeitamente o processo da homeopatia, em que "os semelhantes curam os semelhantes". Do mesmo modo devem ser colhidas e utilizadas às demais plantas planetárias, sejam as de Vênus, de Marte, de Júpiter ou de Saturno, isto é, no momento em que estejam mais sobrecarregadas do magnetismo do astro com que se relacionam.

 

10 - Há um fluxo e um refluxo da "pulsação magnética-astral" da Lua, que banha o "duplo planetário" terrestre, ou seja, o "corpo etérico-astral" da Terra, num mútuo intercâmbio que é benéfico, balsâmico e curativo, em certas horas, e que em outras horas se torna maléfico, coercitivo e patogênico às plantas ou aos seres cuja sensibilidade psiconervosa os torna verdadeiros condensadores. Em consequência, as plantas lunares, eletivas, simpáticas à Lua, também são as que mais sofrem essa outra ação patogênica, por cujo motivo os que manuseiam a terapêutica vegetal, em concomitância com as influências astrológicas, precisam saber colher as plantas nas horas de bom aspecto lunar, isto é, na ocasião em que a sua projeção astral seja balsâmica ou curativa. Em certos casos, as plantas podem tornar-se completamente inócuas na aplicação terapêutica, por terem sido colhidas no momento exato da neutralidade astral, ou seja, quando coincide a colheita com o momento em que não há carga benéfica ou maléfica.

 

11 - Servir-nos-emos do próprio crescente ou minguante da Lua, para dar-vos explicações mais objetivas. Sabeis que certos vegetais podem apresentar dupla qualidade terapêutica: as folhas servem para determinados furúnculos, eczemas ou erisipelas, enquanto que as raízes são utilizadas para certos banhos terapêuticos, indicados para moléstias do reto ou surtos hemorroidais. Neste caso exemplificando-os fisicamente o que tem importância na utilização do vegetal é a maior quantidade de seiva que exista nas folhas ou nas raízes, na hora de sua aplicação. Assim, desde que se queiram utilizar as folhas, devem elas ser colhidas no "máximo crescente lunar", em que a força poderosa da Lua esteja sustentando toda a seiva à superfície do vegetal; entretanto, quando se trata de raízes para utilização em banhos terapêuticos, devem ser elas arrancadas no "máximo minguante lunar", quando essa mesma seiva desce completamente para as raízes. O magnetismo da Lua, na ação de força gravitacional, regula o crescimento da vegetação no vosso mundo; há períodos em que toda a seiva está no "alto" dos arvoredos ou das hortaliças e outros, ou seja, nas épocas hibernais, em que as folhas caem, porque a seiva está repousando nas raízes, que assim se tornam fertilíssimas. As cenouras, quando semeadas contra a estação lunar, reproduzem-se na forma de buquês de folhas e ramos, enquanto que os tubérculos destinados à alimentação nascem mirrados e estéreis para replantação. As árvores cortadas no "crescente" bicham facilmente, porque os carunchos que estavam na seiva, em subida, perfuram o lenho para sair ao ar livre, visto que a seiva seca e então lhes falta alimento; no entanto, as madeiras cortadas no inverno tornam-se de melhor aproveitamento, porque a seiva desce para as raízes, conduzindo todo o cortejo de carunchos que buscam sua nutrição. Os sertanejos do vosso país costumam dizer que os melhores meses para o corte da madeira são os que não têm "r", isto é, em que, por coincidência, os meses não possuem em sua grafia a letra em questão, como não a possuem maio, junho, julho e agosto, ou seja, o período do "grande minguante". A colheita de vegetais ricos de magnetismo astral da Lua deve ser feita em bom aspecto lunar, ou seja, na hora do fluxo benéfico, assim como a própria colheita puramente física exige o respeito ao minguante ou crescente, como se dá no uso das folhas ou das raízes. O desconhecimento destas coisas é um dos motivos do fracasso farmacológico de vossa ciência médica, cujos laboratórios fabricam diariamente' centenas de preparados com base na fitoterapia, mas cujo êxito é fugaz, porque se destilam inúteis cadáveres vegetais, compondo-se xaropes, tisanas, comprimidos ou fórmulas com nomes brilhantes, mas na profunda ignorância de que estão sendo utilizadas folhas e raízes destituídas de energia magnética astral ou de seiva vitalizante, que só pode ser obtida sob a tão ironizada disciplina científica do horário astrológico! O divino químico, que é Deus, quando formulou os planos para a criação dos mundos, fixou as matrizes definitivas de todas as coisas e seres, absolutamente distanciado da versatilidade humana, que tanto se equivoca no manuseio das energias da vida! Existem, pois, em a natureza do vosso mundo, plantas e outros vegetais especificamente terapêuticos para cada surto patogênico ou sequencia mórbida no metabolismo humano; são vegetais que se destinam especialmente à cura de certas enfermidades, embora se deva acomodar o "quadro psíquico" do enfermo ao tipo astrológico da planta. O que importa, pois, é colher o vegetal em toda a sua plenitude energética, para que se possa processar a cura desejada. Infelizmente, a predominante atitude científica dos vossos magos de laboratório não só os impede de perceber estas coisas, como ainda os leva a maior decepção e descrença em seus próprios produtos, pois as contínuas novidades farmacêuticas que vos apresentam comumente não passam de reprodução de experiências já tantas vezes repetidas. Em consequência, as substâncias medicamentosas passam a imitar as modas femininas: retornam, periodicamente, com as mesmas fórmulas e indicações terapêuticas, com ligeiras diferenças no equilíbrio "químio-físico", ou entusiasticamente combinadas com outros elementos de experiências já frustradas. Felizmente, porém, quando a vossa ciência alcançar o desiderato espiritual da verdadeira vida do vosso orbe, saberá buscar a "alma" do vegetal, assim como já o fazem os que manuseiam com dignidade, a ciência da homeopatia.

 

12 - A Terra é um gigantesco corpo vital, com vida própria, espécie de poderoso magneto condensador, que recepciona não só as correntes vitais do Sol como as que se refletem no campo etéreo da Lua. Os fluxos de energias solares são positivos; passam pelo Norte, em direção ao Oriente-Ocidente; as correntes lunares são negativas e seguem do Ocidente para o Oriente, fazendo a sua passagem pelo Sol. Neste gigantesco intercâmbio de forças cósmicas, o vosso planeta fica no turbilhão, no vórtice desse cruzamento vital, e os seus reinos e seres sofrem as ações radiativas e astrais, que interpenetram e influenciam especificamente cada tipo de mineral, planta, flor, animal, ave ou ser humano. O papel do astrólogo estudioso e íntegro deve ser o de encontrar a relação entre as forças que provêm do Sol e da Lua, como, também, de outros astros, constituindo uma espécie de coquetel astrológico. Todos os acontecimentos que se reproduzem no campo material representam apenas os efeitos das causas internas e dos impulsos fundamentais, que primeiramente se reproduzem na "alma-vital" dos astros, das coisas e dos seres. Os fenômenos concretos que a ciência pode estudar e catalogar nos seus compêndios científicos não passam de efeitos daquilo que primeiramente se processou Da intimidade imponderável. As leis e as forças ocultas, embora ainda desconhecidas para os cientistas comuns, é que fazem eclodir os fenômenos perceptíveis à instrumentação científica e só então considerados positivos. Tudo se move das regiões etéricas interiores, para depois se configurar em aspectos materiais e fluxos de energias perceptíveis à experimentação do raciocínio humano. Nas regiões etéricas - denominadas de "registros akhásicos" -gravam-se desde a singela memória do homem, os moldes de todos os reinos da Natureza, até os gigantescos arquétipos dos sistemas de mundos. Todas as auras radiativas, etéricas ou astrais, dos orbes circunvizinhos à Terra, entram em relação contínua, interferem e se influenciam reciprocamente. Poderosas correntes de energias desconhecidas, cuja ação e origem ignorais, manifestam-se através do "éter-cósmico" e situam-se no vosso mundo. Então, tudo vive, agita-se, liberta-se ou se expande e, operando quais milagres, escapa à análise e à positivação comum. Esse maravilhoso potencial transforma a bolota em carvalho ou o pinhão em gigantesca árvore; mas opera também no seio dos planetas e dos sóis, a fim de conduzi-los a configurações ainda inconcebíveis para o raciocínio humano. Isto posto, podeis avaliar o indescritível trabalho que precedeu interiormente a manifestação do Cristo no manto suave do magnetismo doado pelo signo de Pisces, formando uma abóbada protetora para o evento do Cristianismo e o vibrante estímulo para o psiquismo humano ascensionar às vibrações menores do princípio crístico do Amor Cósmico!